top of page

A comunicação informal em segurança.

  • Foto do escritor: Eduardo Machado Homem
    Eduardo Machado Homem
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Ler  os sinais não verbais e fomentar uma comunicação genuína sobre segurança fora dos rituais formais da empresa é crucial para a evolução positiva da maturidade na gestão de segurança.


A maior parte das organizações está acostumada a se comunicar sobre segurança com seus colaboradores, através de suas lideranças, com mecanismos formais como diálogos diários de segurança (DDS), abordagens comportamentais, reuniões mensais de performance em segurança, campanhas temáticas, treinamentos, reconhecimentos e, também, através das ferramentas de gestão de riscos como a permissão de trabalho e a análise preliminar de risco. Esta comunicação formal é importante e deve ser fortalecida e incentivada.


A questão que preocupa é a dedicação exclusiva a esta formalidade, afinal, a operação percebe muito claramente que a liderança se dedica a ela porque a organização definiu assim e que quando deixar de exigir, a liderança abandona a comunicação formal ou passa a delegar para a equipe de segurança.


Eu, como profissional de segurança, já recebi diversos reconhecimentos formais na carreira, como aumento de salário, melhoria de benefícios, certificados de desempenho, mas não me lembro de todos eles. Na verdade, lembro de pouquíssimos. Mas eu me lembro de um reconhecimento informal que eu recebi de um diretor de operações, dentro do refeitório enquanto almoçava. Eu estava com mais três colegas, esse diretor se aproximou, apertou minha mão e me parabenizou por um treinamento que eu havia dado para sua liderança. Durou 20 segundos e eu lembro do nome do diretor, do que eu estava comendo e com quem eu estava almoçando.


A comunicação informal, que ocorre sem programação e é despertada por um interesse genuíno no outro tem muito poder.


É importante desenvolver sistemas robustos e formais de gestão de segurança, mas às vezes eles servem mais para mascarar a falta de segurança psicológica e para a liderança se esconder atrás do sistema para dizer que faz segurança. Este cenário se traduz na forma daquelas reuniões mensais previamente pautadas pela área de segurança em que a liderança despeja informação, padrões e regras que não são usadas como aprendizados.


O profissional de segurança precisa estar em campo para orientar a liderança em como escutar ativamente as pessoas durante a execução das tarefas. A verdadeira comunicação ocorre nos momentos informais do campo, sem filtros, e até mesmo nos silêncios.


Guiar o líder para conversar com os trabalhadores de forma empática e investigar como os padrões traduzem a realidade do chão de fábrica: este é o papel do profissional de segurança. E não ficar participando de inúmeras reuniões virtuais sobre temas que ele ou ela não têm poder de decisão.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page